O Mangalarga Marchador:


O rebanho brasileiro começou em 1534 importados por Martin Afonso e Tomé de Souza. Com introdução desses espécimes mais selecionados, que contribuíram para a qualidade do rebanho brasileiro, desenvolveram-se então três raças nacionais, entre elas o Mangalarga.

Em 1812 o Barão de Alfenas ganhou de D. João VI, um garanhão da raça Real que foram trazidos pela corte portuguesa ao Brasil da coudelaria Alter Real. O Barão então, cruzou esse garanhão com sangue de sua maioria de raças ibéricas com suas éguas comuns de sua Fazenda Campo Alegre, localizada no Sul de Minas no município de Cruzília. Como resultado desse cruzamento, surgiu um novo tipo de cavalo, que acreditam foi denominado Sublime pelo seu andar macio.

Em uma época em que o cavalo, era muito valorizado, a comodidade do Sublime não passou despercebida, então o proprietário da Fazenda Mangalarga trouxe alguns exemplares de Sublimes para seu uso em Paty do Alferes, próximo a corte do Rio de Janeiro. Já na sede do império, as qualidades e principalmente o porte e o andamento foram notadas, e o cavalo ficou conhecido como cavalo Mangalarga, uma alusão a fazenda de onde vinham.

Mas de 100 anos após seu aparecimento, é fundada a ABCCRM – Associação Brasileira de Criadores Cavalos da Raça Mangalarga. A raça se espalhou pelo território nacional, e por algumas diferenças, foi criada uma em 1949 uma nova associação ABCCMM – Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Mangalarga Marchador, que teve origem a partir da dissidência de alguns criadores que não concordavam, com os preceitos estabelecidos pela ABCCRM.

Hoje a ABCCMM é a maior associação de eqüinos da América Latina, com mais de 250.000 animais registrados e mais de 20.000 sócios registrados. A associação é responsável pela ascensão da raça na eqüinocultura, batendo recordes de animais expostos, registrados, bem como seus preços em leilões oficiais.

Pedimos desculpas se as informações aqui presentes não condizem com a verdade sobre a origem da raça, pois muito embora as  fontes tenham sido idôneas, é possível termos feito algumas interpretações erradas sobre o assunto.

O Padrão da Raça Mangalarga Marchador:

Porte médio, ágil, estrutura forte e bem proporcionada, expressão vigorosa e sadia, visualmente leve na aparência, pele fina e lisa, pelos finos, lisos e sedosos, temperamento ativo e dócil.

Altura:

 

Altura

Ideal

Mínima

Máxima

Machos

1,52 m

1,47 m

1,57 m

Fêmeas

1,46 m

1,40 m

1,54 m


 

Cabeça e Pescoço Padrão da Raça:

Forma: triangular, bem delineada, média e harmoniosa, fronte larga e plana;
Perfil: retilíneo na fronte e de retilíneo a sub-côncavo no chanfro;
Olhos: afastados e expressivos, grandes, salientes, escuros e vivos, pálpebras finas e flexíveis;
Orelhas: médias, móveis, paralelas, bem implantadas, dirigidas para cima, de preferência com as pontas ligeiramente voltadas para dentro;
Garganta: larga e bem definida;
Boca: de abertura média, lábios finos, móveis e firmes;
Narinas: grandes, bem abertas e flexíveis;
Ganachas: afastadas e descarnadas.

Pescoço:

De forma piramidal, leve em sua aparência geral, proporcional, obliquo, de musculatura forte, apresentando equilíbrio e flexibilidade, com inserções harmoniosas, sendo a do tronco no terço superior do peito, admitindo-se, nos machos, ligeira convexidade na borda dorsal – como expressão do caráter sexual secundário – crinas ralas finas e sedosas.

Tronco:

Cernelha: bem definida, longa, proporcionando boa direção à borda dorsal do pescoço;
Peito: profundo, largo, musculoso e não saliente;
Costelas: longas, arqueadas, possibilitando boa amplitude torácica;
Dorso: de comprimento médio, reto, musculado, proporcional, harmoniosamente ligado à cernelha e ao lombo;
Lombo: curto, reto, proporcional, harmoniosamente ligado ao dorso e à garupa, coberto por forte massa muscular;
Ancas: simétricas, proporcionais e bem musculadas;
Garupa: longa, proporcional, musculosa, levemente inclinada, com a tuberosidade sacral pouco saliente e de altura não superior à cernelha;
Cauda: de inserção média, bem implantada, sabugo curto, firme, dirigido para baixo, de preferência com a ponta ligeiramente voltada para cima quando o animal se movimenta. Cerdas finas, ralas e sedosas.

Morfologia do Padrão da Raça:

Membros Anteriores
Espáduas: longas, largas, oblíquas, musculada, bem definidas, apresentando amplitude de movimentos;
Braços: longos, musculosos, bem articulados, oblíquos;
Antebraços: longos, musculosos, bem articulados, retos e verticais;
Joelhos: largos, bem articulados e na mesma vertical do antebraço;
Canelas: retas, curtas, descarnadas, verticais, com tendões fortes, bem delineados;
Boletos: definidos bem articulados;
Quartelas: de comprimento médio, forte, obliquas bem articulada;
Cascos: médios, sólidos, escuros ou claros e arredondados;
Aprumos: corretos.


Membros Posteriores
Coxas: musculosa e bem inseridas;
Pernas: fortes, longas, bem articuladas;
Jarretes: descarnados, firmes, bem articulados e aprumados;
Canelas: retas, curtas, descarnadas, verticais, com tendões fortes bem delineados;
Boletos: definidos, bem articulados;
Quartelas: de comprimento médio, fortes, obliquas bem articuladas;
Cascos: médios, escuros e arredondados;
Aprumos: corretos


Andamento:
Passo: andamento marchado, simétrico, de baixa velocidade, a quatro tempos, com apoio alternado dos bípedes laterais e diagonais, sempre
intercalados por tempo de tríplice apoio.

Características Ideais: regular, elástico, com ocorrência de sobrepegada; equilibrado, com avanço sempre em diagonal e tempos de apoio dos bípedes diagonais pouco maiores que laterais; boa flexibilidade de articulações.

Galope: andamento saltado, de velocidade média, assimétrico, a quatro tempos, cuja seqüência de apoios se inicia com um posterior, seguido do bípede diagonal colateral e se  completa com o anterior oposto.

Características Ideais: regular, justo, com boa impulsão, equilibrado, com nítido tempo de suspensão, discreto, movimento de báscula com pescoço, boa flexibilidade de articulações.

Marcha: Tripice apoio, andamento marchado, simétrico, a quatro tempos, com apoio alternado dos bípedes laterais e diagonais, sempre intercalados por momentos de tripice apoio.

Características Ideais: regular, elástico, com ocorrência de sobrepegada ou ultrapegada, equilibrado, com avanço sempre em diagonale tempos de apoio dos bípedes diagonais maiores que laterais, movimento discreto de anteriores, descrevendo semicírculo visto de perfil, boa flexibilidade de articulações